NOME Paulo Henrique C. Capobianco IDADE 23 anos HORÓSCOPO Gêmeos / Macaco de Ferro CIDADES Niterói e Rio de Janeiro PROFISSÃO Publicitário (formação) e Designer Gráfico (opção)
Sem conexão em casa, trabalhando muito, pós-carnaval insano... Resultado: um tempo sem postar. Espero compreensão. Eu mesmo não compreendo! Depois posto umas coisas loucas...
É, senhores, sou obrigado a falar isso de tão dúbio companheiro. Te leva ao céus e te traz para o inferno. Sábadão: Júlio me liga e eu respondo que sim. Praia, cerveja e mulheres. Admito que muito mais cerveja e praia do que mulheres, mas a vida é assim e estou acostumado a não cobrar tanto dela. Na volta, bem..., esqueçam a volta. Essa não foi nada cristã!
Júlio me faz prometer pelo 10 filhos que não terei que irei na Touché com ele mais a noite, lá por volta dás 23 horas. Que ironia! Chego em casa mais cedo do que previsto, 22:50... Muita cerveja na cabeça e eu me questionando: chamo o Raul, camarada tão gente boa, ou não?
Não chamei. Aliás, quem me chamou foi minha amada mãe do lado de fora do banheiro enquanto eu dormia feito um bebê no chão do tão espaçoso e aconchegante box do meu banheiro. Esse que tem tanto espaço quanto um tubo de ensaio e isso falo com certo exagero: talvez o tubo tivesse centímetros a mais. Levanto moído, muito moído. Saío. Júlio no telefone...
Júlio: "Tá pronto?"
PH: "Você é uma máquina. Que pronto? Acho que vou dormir..."
Júlio: "Não vai nada. Levanta. Tem dinheiro?"
PH: "Algum..."
Júlio: "Quanto?"
PH: "Dois galos."
Júlio: "Isso é algum??? Vamos..."
Fomos. Saío de casa. Um ponto de equilíbrio era algo que tentava deseperadamente achar. Não achava. Tinha bebido muito, fumado muito, comido nada. O café da manhã dos campeões.
Chego na rodoviária. Ou a rodoviária chegou em mim, não lembro ao certo. Se pode para Maomé, pode para mim. Entro no táxi, digo o destino quando vejo meu irmão e Marcela no Uno ao lado. Precisava de carona e ganhei, deixando um taxista e sua garrafa de cerveja abandonados e muito chateados. É, amigo, assim é a vida, eu não escrevi as regras mas economizei bom dinheiro.
Cheguei. Lá estava eu na Touché. Quer dizer, o corpo. A alma há muito repousava em algum lugar santo. Júlio lá, maior galera lá. "Oi, oi, tudo bem?, tudo bem?". Tudo bem??? Tudo mal. O moleque bebia e eu admirado. Se cada lata de cerveja tem 350 ml bebemos por voltada de 4 litros e meio e isso antes da noite começar. Caralho, pensando nisso agora vejo o absurdo.
Vamos entrar? Vamos. A fila para casais era menor. Agarro o braço de duas meninas, explico a situação. Elas aceitam ser nossas noivas temporárias sem ônus adicionais. E quem disse que não existem mais bons corações? Aliás, não só o coração era bom, o todo enchia os olhos. Mas a outra fila, contrariando as leis universais, começou a andar mais rápido que o de costume. Pulei a corda, abandonamos nossas noivas. Acontece... Um belo relacionamento de alguns minutos (talvez 2 ou 3, não sei ao certo). Nos faltou diálogo.
Lá dentro. "Meu querido, vê uma tequila ouro". Viro para dentro, fico sóbrio automaticamente. Tequila me limpa. A noite passa. Acabo dando mais sorte do que esperava mesmo tendo que alegar veementemente que não estava bêbado. Devia estar parecendo um gambá... Mas o gambá não passou a noite sozinho! Hummm... Deixa pra lá.
Gambá por gambá, erámos a alquimia viva do alambique. Tinha Sol, tinha vodka, tinha RedBull, tinha whisky, tinha mais coisa mas não lembro... Tinha moral? Não tinha, o estabelecimento não recebe esse tipo de mercadoria ilícita... Acabou meu dinheiro e comecei a filar o copo alheio. Acabei fazendo uma amizade de última hora com o Nado Leal, que não é primo do Roberto português do "vira", mas é um DJ muito gente boa. Ganhei mais destilado do cara. Com isso estava pronto para cair daquele lado...
Mas Júlio precisava de mim. Estava cansado e meio triste. Um homem abatido era meu amigo. "Vamos embora?" foi a frase mais inteligente que ouvi da boca do rapaz aquela noite. "Vamos!" pegando o dinheiro. Conta mais alta do que meus humildes galos. Cartão de crédito não passava. Ih, ferrou!
Conversa vai, conversa vem... Bate-boca, discussão. Enfesado como sou tiro meu relógio do pulso e entrego com a promessa de buscar depois. Se eles soubessem o quanto vale aquele relógio! O que me salva na ida para casa é o vale-transporte e o tícket-refeição. Deus é pai, não é padrasto.
Ainda tenho forças para algumas últimas loucuras que não vale comentar... Quase ganhei carona para casa. Se eu ainda morasse em Pendotiba... Dois joelhos, uns guaranás depois, me arrastava para casa. Júlio ali, tirando o melhor de si em cada passo. Estava uma cena épica, digna de filmes de 3 horas e tal e com orquestra ao fundo.
Ele chega em casa, ainda com uma considerável quantidade de degrais a frente. Para mim, naquele momento, só descida. E descia, descia, parecia interminável. Raul se aproximando mas comigo ele tem uma relação meio tímida: aparece só quando estou desacordado. Onibús. Durmo. Acordo. Casa? FONSECA? Onibús para voltar. Dessa vez, não durmo. Chegou? Sim. Andar, andar, nunca foi tão longe.
Casa, cama, ô vida louca. Álcool? Até nunca mais. Pena que a força da minha promessa dura exatamente 24 horas. Domingo morguei demais da conta... Quando é a próxima? É só chamar!
Sei que estou irresponsável para com essa casa das palavras mas precisei dedicar um pouco mais do meu tempo a minha vida pessoal. Essa, aliás, bagunçada como sempre.
Preciso voltar a malhar e a praticar artes marciais. Corpo e mente, preciso dos dois. Já estou a um mês parado... Essa semana tenho que voltar lá e conversar. Negociar! Essa é a chave...
Fim-de-semana... Noite na praia, linda... Me ensinava a dançar e eu desengonçado como sempre. Seu nome é só meu. Mas aquelas estrelas de sonho eram nossas.
Essa semana foi a vez do estômago dançar um pouco. Escolheu um ritmo tenso, imagino que tenha sido um tango.
Prometo dar mais atenção a essa minha moradia. Aliás, preparem-se: mudanças drásticas.
Quem me conhece sabe que a alcunha de 'viajante' se encaixa perfeitamente em mim. Amo viajar, preciso da estrada sob meus pés. Por isso, nesse final-de-semana, fui viajar. De novo...
São Pedro da Aldeia. Terra do sal e eu lá, debaixo do sol, que marcava meu rosto e alma. Em Cabo Frio estava acompanhado de bons amigos e de boa bebida. Dessa vez não perdi nada. Só ganhei... Tudo belo, tudo florido. Estou feliz e devendo a Deus e o mundo. Vamos levando...
Espero que o destino final do viajante demore a chegar. Tem muito caminho que ainda preciso percorrer com minha sacola de lembranças nas costas.
O Renatinho me declarou isso em um comentário: "Nossa, teu BLOG tá estranho... Está... Derretendo"! Realmente acho que não só ele, eu também...
De vez em quando preciso andar um tempo calado... O Cabofolia foi maravilhoso, apesar dos pesares. Acontece! Adoro viajar, sempre... Se pudesse vivia de viajar. O vento no rosto, rostos ao vento e eu lá, encarnando o papel que mais me excita: o de viajante.
Mas nessas viagens aparecem pessoas, novos e antigos nomes a prencher lacunas na caixola. Caixa bagunçada...
Nomes percorrem minha cabeça, possibilidades se desenham. De certa maneira eu acabo me prendendo em teias que eu mesmo teço, derretendo no calor que eu produzo.
Minha vontade era deixar só o barco correr, escorrer. Morrer não, mas viver esse querer quem quer? Todo homem se perde nos sorrisos de uma mulher.
É coisa boa, é coisa nova... Cansei de remexer o passado.
Não estou falando de algum livro russo mas sim descrevendo o meu final-de-semana. Naõ fui o criminoso, fui a vítima. Celular e carteira furtados. Não entendeu? Eu repito:
PORRA, ME LIMPARAM. LEVARAM O CELULAR E A CARTEIRA!!!
Como? Estava eu em Cabo Frio, curtindo de maneira cristã e comportada a festa pagã conhecida como Cabofolia. Enquanto me divertia ao som de Ivete, alguém se divertia dando uma de pivete e aproveitando a confusão deu uma limpa nos meus dois bolsos do joelho, encontrando com muita sorte, um celular e uma carteira recheada.
Lado bom: acho que a Sangalo estava me dando mole. Lado melhor: achei quase todos documentos (pelo menos, os impostantes de verdade).
Ainda vivo mas relativamente liso com um nadador olímpico, dei um jeito de aproveitar. Fiz a ocorrência ontem em Niterói e obviamente tive mais uma experiência desagradável com os canas, pois tudo que os interessa é a produção cafeeira per capita das vítimas.
Admito, a Delegacia Legal é muito legal mesmo e acho que eles não declaram tão abertamente sua preferência por café. Devem gostar de chá. Gente de nível...
No mais, tudo bem. Como já disse umas 1000 vezes antes: "Estou vivo, estou bem"! Perdi todos os números das minha agenda e Deus sabe o tempo que demorou para compilá-los. Bem, vamos começar tudo de novo, outra vez.
Que o ano que vem, venha
Que nem tudo que eu queira tenha
Mas que ame tudo que já possuo
E queira mais sempre para amanhã ter que acordar
Que saiba viver meu amores com toda força
E não transformá-los na fonte de minha vida
Mas faça juz a todo amor que me dá
E faça da minha luz a nossa, sempre a brilhar
Que eu saiba me perdoar
Mas nunca insitir no erro
Mas se insistir chamá-lo-ei de 'tentativa de acerto'
Para que nunca deixe de em mim acreditar
Que eu não canse
Se cansar, possa dormir
Se dormir, possa sonhar
Mas que em meus sonhos sempre possa um mundo criar
Que minha família seja aquela que construí
Mas saiba que sem carinho toda casa pode ruir
Pois irmão não é aquele que nasceu da mesma mãe que nascí
E sim aquele que adiante me faz ir
Que eu tenha gana
Mas que isso também me traga a grana
Afinal não vivo só elogios
Tenho muitas contas a pagar
Que minha vida dure o que for necessário
Que a cada dia algo eu possa aprender
Porque experiência não se conta em aniversários
Mas na humildade de admitir o nada saber
Porque tudo é mutável
Mas há de existir um padrão também
Porque o mundo é são, nós que somos os loucos
Loucos sim, porém com fé. A meu Deus, amém.
Não tema o fim mas o não começar... Feliz 2004!
Sem tanta poesia mas verdadeiro e puro: ESSA VIDA É DO CARALHO!
Poderia escrever algumas laudas aqui mas não hei de escrevê-las. Rever a família é um gozo. É como retornar a origem e ver porque eu sou o que sou hoje.
Um bando de sacanas que eu adoro. A percepção de tempo me assusta... Mas o todo foi adorável, maravilhoso. E o céu de Valença acaba comigo com tantas estrelas nas quais sonho tocar.
Não toco estrelas mas toquei corações. Igual as estrelas, é feito de material incadescente e brilhante que pode por vezes se apagar, assim como pode se expandir em uma explosão de luz e calor e atingir tudo a sua volta. Mas também é Diferente delas pois é imortal.
Toquei e fui tocado. Amei e fui amado e por mais confusas e tortuosas que possam ser as relações humanas são estas que fazem meu mundo valer a pena. Senti ontem uma expansão assustadora, como se o espaço do meu coração se expandisse deixando um núcleo com todo passado e um grande espaço vago para o futuro.
Sou um viajante. Minha casa é em lugar nenhum. Minha casa é em todo lugar. Moro nas lembranças e trilho sonhos e desejos. Vivo desta maneira e hei de partir assim: dando 'oi' a alguém enquanto falo 'até mais' para outro.
Mas, meu amigo, a vida é um conjunto de ciclos intermináveis. Um dia, para o bem ou para o mal, tudo volta... Ando em círculos, rindo e descalço.
Sempre tive no Natal uma data muito especial. Muitas lembranças, lembranças felizes. Por incrível que pareça não tenho muito a dizer. É uma época de vida e de crer...
Muita alegria no coração... Tenham muito amor uns pelos outros e acreditem que cada dia é um renascimento.
Minha família se reúne mais uma vez e lá vou eu visitar Valença novamente.
Experimente banho de chuva.
Experimente jujuba com chiclete.
Experimente um beijo na nuca e mãos pelo corpo.
Experimente amor sem penetrar.
Experimente uma viagem sem sair do lugar.
Experimente errar.
Experimente se arrepender.
Experimente o corrigir.
Experimente rir aonde deveria chorar.
Experimente o chorar no rir.
Experimente falar o indizível.
Experimente procurar mesmo com medo.
Experimente sem medo uma vez que para se perder alguma coisa tem que primeiro ganhar.
Experimentar é quilometragem rodada.
Roda o mundo e a vida rola ladeira abaixo.
Por que freiar se eu posso simplesmente acelerar?
Acelerar até todo tempo congelar.